quarta-feira, 28 de abril de 2010

Justiça Militar decreta prisão de 12 PMs acusados de envolvimento em morte de motoboy

A Justiça Militar decretou na tarde desta quarta-feira a prisão temporária de 12 policiais militares acusados de participarem da tortura e morte do motoboy Eduardo Luiz Pinheiro dos Santos, 30, no último dia 9, na zona norte de São Paulo.
Comandante da PM de SP manda carta com pedido de desculpaMotoboy foi torturado por PMs, diz secretárioApós prisão de PMs, comandante geral defende direitos humanosPMs detidos em SP negam envolvimento em morte de motoboyCorregedoria da PM prende nove policiais para apurar crime em SP
Eles são acusados de homicídio, formação de grupo para prática de violência no quartel da PM e prevaricação, já que alguns dos policiais não participarem diretamente da agressão, mas também não impediram o crime.
Nove dos 12 policiais estavam na sede da Corregedoria da PM, sob prisão administrativa que venceria hoje.
O major Marcelo Nagy, porta-voz da corregedoria, afirmou, por meio de nota, que a prisão temporária, foi solicitada pelo órgão. "A prisão serve para continuar com as investigações e não prejudicar a Polícia Militar e a família da vítima", disse em nota.
Os policiais serão transferidos ainda hoje para o presídio da PM, na zona norte da cidade.
Crime
O motoboy Eduardo Luís Pinheiro dos Santos morreu após ser espancado. Horas antes, na noite de 9 de abril, ele havia sido detido com outras três pessoas pelos policiais que foram atender uma ocorrência de furto de bicicleta na esquina da rua Maria Curupaiti com a avenida Casa Verde (zona norte de São Paulo). Segundo a corregedoria da PM, os suspeitos foram levados para o batalhão da PM ao invés de irem para a delegacia.
No mesmo dia, por volta da meia-noite, a vítima foi encontrada caída no chão por outros policiais na esquina da rua Voluntários da Pátria com a avenida Brás Leme, também na zona norte. O homem foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Os nove policiais militares suspeitos de envolvimento na tortura e assassinato do motoboy negaram ter cometido o crime. Nos depoimentos prestados à Corregedoria da PM, todos disseram que a vítima foi morta depois que deixou as dependência da 1ª companhia do 9º batalhão localizado no bairro Casa Verde.
O secretário de segurança pública Antônio Ferreira Pinto determinou que as polícias Militar e Civil façam a mais rigorosa apuração dos fatos na esfera administrativa e penal. Ferreira Pinto também declarou que não tem dúvidas de que a morte do motoboy foi resultado das torturas que ele sofreu de policiais militares.

Nenhum comentário:

Postar um comentário