Com a retirada do nome do deputado federal Ciro Gomes (PSB) do cenário da sucessão presidencial, o presidente Lula e os seus articuladores políticos sonham em construir um quadro plebiscitário nesta campanha eleitoral, no qual brilham somente os pré-candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). O objetivo disto é reduzir ao mínimo o debate político e estimular uma campanha em torno das realizações do governador federal, se possível sempre em comparação com a administração do período Fernando Henrique Cardoso.
O raciocínio por trás dessa meta é que isto facilitará a vida da candidata petista, nitidamente avessa a debates mais politizados e bem mais à vontade quando a discussão se dá em torno de números e obras realizadas. O curioso é que José Serra garante não ser contra esse foco de campanha e alguns dos seus aliados até gostariam desse clima plebiscitário, apostando que ajudaria a arrebanhar a maioria que esteja descontente com o governo Lula e também porque confiam no quadro de realizações do período FHC.
Correndo por fora, surge a senadora Marina Silva, pré-candidata pelo Partido Verde, figura que poderá desempenhar um importante papel nesta campanha eleitoral. Primeiro porque o seu discurso reintroduz no debate as questões mais políticas, além da questão ambiental, que é o seu principal foco; E, segundo, porque ela deverá se beneficiar desse afastamento de Ciro Gomes, nem tanto pela quantidade de eleitores do deputado que poderá cair no seu colo, mas principalmente pelo espaço maior que, obrigatoriamente, deverá lhe ser concedido pelos meios de comunicação.
Como uma coisa leva a outra, quem sabe a pré-candidata verde não cresce o suficiente para acabar, na prática, com o plebiscito -defendido por uns e aceito por outros - e colocar um molho a mais nesta campanha que já promete ser tão acirrada?
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sexta-feira, 30 de abril de 2010
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