A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) estimou em 4,5 bilhões de barris o volume recuperável de petróleo em área que explora no pré-sal da bacia de Santos, o que se configura como a segunda maior reserva de petróleo do Brasil, atrás apenas do megacampo de Tupi.O supercampo, batizado informalmente de Franco, está em área ainda não licitada pelo governo e poderá ser utilizado para a realização da operação de capitalização da Petrobras, em que a União cederia à estatal o direito de exploração em uma troca indireta por ações da companhia.
O poço foi perfurado pela Petrobras, contratada pela ANP para realizar o trabalho, em um prospecto com cerca de 400 quilômetros quadrados e detectou uma coluna com 272 metros de espessura efetiva com petróleo.Segundo a ANP informou em nota, para a medir o poço foram usados os mesmos critérios que os utilizados em Tupi, o primeiro da região do pré-sal a ter a reserva divuldada. - A avaliação levou em consideração os mesmos padrões de cálculos adotados para a acumulação de Tupi, da Petrobras.
Tupi, o maior campo de petróleo descoberto no mundo nos últimos anos, tem reservas recuperáveis de entre 5 e 8 bilhões de barris.
O diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, afirmou que "parece se tratar de um dos poços de maior potencial já perfurado no país", o que aumentaria o otimismo do governo brasileiro em relação à região, segundo ele.
A perfuração está sendo feita a 195 quilômetros da costa do Estado do Rio de Janeiro, em lâmina d'água de 2.189 metros. A ANP comprovou que o óleo encontrado no local é do tipo leve, de maior valor comercial por ser mais fácil de refinar. O poço está a 41 quilômetros a nordeste do prospecto de Iara, onde foi descoberto petróleo leve de 28 graus e reservas estimadas entre 3 e 4 bilhões de barris de óleo equivalente, segundo o comunicado.A ANP informou ainda que já começou a perfurar o segundo poço para a chamada cessão onerosa, localizado a 32 quilômetros da primeira descoberta.Os volumes encontrados pela ANP poderão ser utilizados para cobrir a parte do governo na capitalização da Petrobras, operação prevista para julho e que nessa formatação ainda depende da aprovação do Congresso Nacional. As reservas seriam concedidas pelo governo à Petrobras em troca das ações da empresa em uma operação indireta envolvendo títulos públicos, a chamada cessão onerosa.
A Petrobras necessita da operação de capitalização para levantar recursos suficientes para seu plano de exploração da região do Pré-Sal. (INFORMAÇÕES R7)
quarta-feira, 12 de maio de 2010
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