sexta-feira, 14 de maio de 2010

Combate à corrupção é complexo como a própria corrupção, diz juiz da Suprema Corte de Moçambique

Os países subdesenvolvidos precisam concentrar esforços no combate à corrupção para sair da linha de pobreza em que se encontram. Porém, o caminho é sinuoso e exige políticas específicas para enfrentar os diferentes tipos de desvios, afirmou nesta sexta-feira (14), o juiz Joaquim Luis Madeira, membro do Tribunal Supremo de Moçambique, que participa da 5ª edição do Fórum internacional de Justiça, em São Paulo. – O nível de pobreza e o grau de sua dependência econômica tornam os países subdesenvolvidos muitos vulnerários à corrupção. O tema foi discutido na abertura do segundo dia do fórum, que começou nesta quinta-feira (14) e vai até amanhã. Segundo Madeira, a corrupção mina a segurança geral, afeta o desenvolvimento social e político e representa um desafio para a sociedade. - Combater a corrupção é tão complexo como a própria corrupção. Por isso, diz ele, a partir de 2000, o Ministério Público moçambicano criou uma unidade anticorrupção para lidar com o crime organizado, que teve como um de seus resultados a prisão de um ministro que estava envolvido em práticas ilegais. Para Madeira, a corrupção ganha efeito multiplicador em países em desenvolvimento e pode criar um exército de desfavorecidos. Já o advogado americano Barnett Rosenberg, que coordena um programa em favor da ética nos negócios nos Estados Unidos, defendeu a criação de departamentos anticorrupção por parte dos grupos empresariais. (INFORMAÇÕES POLITICA LIVRE)

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