quinta-feira, 13 de maio de 2010
Corrupção custa até R$ 69 bilhões por ano ao Brasil
O preço da corrupção ao Brasil varia entre R$ 41,5 bilhões e R$ 69,1 bilhões ou até 2,3% de todas as riquezas produzidas pelo país (PIB). A estimativa é de um estudo da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) divulgado nesta quinta-feira (13). De acordo com o Decomtec (Departamento de Competitividade e Tecnologia) da entidade, entre 1990 e 2008, a média do PIB per capita (que é a divisão das riquezas produzidas pelo Brasil pelo número de habitantes) era de R$ 14.134 (US$ 7.954). Porém, o estudo constatou que se a corrupção no Brasil não gerasse prejuízo tão grande, o valor subiria para R$ 16.319 (US$ 9.184) - aumento de 15,5% na média do período ou o equivalente a 1,36% ao ano. Entre 180 países, o Brasil está na 75ª colocação e abaixo da média mundial no ranking da corrupção elaborado pela Transparência Internacional. Numa escala de zero a dez, sendo que números mais altos representam países menos corruptos, o Brasil tem nota 3,7. A média mundial é 4,03 pontos. Nação prejudicada Além disso, o levantamento da Fiesp simula o quanto a União poderia investir em diversas áreas econômicas e sociais, se a corrupção fosse moderada. Na educação, o número de matriculados na rede pública do ensino fundamental saltaria de 34,5 milhões para 51 milhões de alunos – alta de 47,%, que incluiria mais de 16 milhões de jovens e crianças. Na saúde, a quantidade de leitos para internação nos hospitais públicos do SUS, que hoje é de 367.397, poderia crescer 89%, que significariam 327.012 leitos a mais para os pacientes. Na habitação, o número de moradias populares cresceria 74,3% com base nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A perspectiva do PAC é atender 3,96 milhões de famílias, mas, sem a corrupção, outras 2.940.371 poderiam entrar nessa meta. No saneamento, a quantidade de domicílios atendidos, segundo a estimativa atual do PAC, é de 22,5 milhões, enquanto que o serviço poderia crescer 103,8%, com 23.347.547 novas casas com esgotos. Em infraestrutura, os 2.518 km de ferrovias, conforme as metas do PAC, seriam acrescidos de 13.230 km – alta de 525% para escoamento de produção. Os portos também sentiriam a diferença, os 12 que o País possui poderiam saltar para 184, um incremento de 1537%. Além disso, o montante absorvido pela corrupção poderia ser utilizado para a construção de 277 novos aeroportos, um crescimento de 1383%.(INFORMAÇÕES PORTAL R7)
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