sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Candidatos ao governo têm divergência sobre portos

Os portos baianos foram o principal assunto do debate entre um grupo de 200 industriais baianos e três candidatos ao governo, Paulo Souto(DEM),Geddel Vieira Lima (PMDB) e Jaques Wagner (PT). As soluções propostas para investimentos em infraestrutura e para a atração de novos investimentos foram parecidas e as tentativas de diferenciação ficaram por conta da história e até da personalidade de cada um.
Durante o evento promovido pela Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Paulo Souto destacou a experiência administrativa. Geddel, por outro lado, retomou a imagem de alguém que resolve os problemas com celeridade. Enquanto Jaques Wagner apresentou-se como aquele que, entre resolver rápido e resolver bem, fica com a segunda opção.
“Vocês me conhecem” foi uma das primeiras frases do ex-governador Paulo Souto, que conduziu por aí a apresentação. O candidato abusou das comparações com a situação da Bahia em 2006, último ano dele como governador. “A participação da Bahia na arrecadação de ICMS no Nordeste caiu, enquanto Pernambuco e Ceará aumentaram a participação dos últimos anos”, comparou. Os co-irmãos da Região Nordeste voltaram a ser citados tanto por Souto, quanto por Geddel, em comparações sobre o crescimento do PIB e nos números de financiamentos do BNDES.
A logística é talvez o ponto que mais sensibiliza os empresários baianos. Percebendo isso, os candidatos investiram nas propostas. Os dois oposicionistas carregaram também nas críticas à situação atual de portos, rodovias e aeroportos. “Vou estadualizar os portos”, garantiu Souto. Geddel estuda proposta parecida. Segundo o ex-governador, a medida não teria sido tomada nos dois governos dele por falta de interesse da União.
Para Wagner, a solução está em responsabilidades compartilhadas entre a União, o Estado e a iniciativa privada. “Apesar de ser de esquerda, não trabalho com dogmas”, afirmou sobre as parcerias. “O governador poderia ter usado a proximidade com o governo federal, mas não fez”, disparou Geddel, com umaapresentação focadaem mostrar as diferenças entre ele e o candidato à reeleição, Wagner. “Eu acredito na vitória eleitoral para que o polo naval deixe de ser um discurso para se tornar uma coisa extremamente importante”, afirmou.
A contestação sobre o número de rodovias recuperadas fez Wagner mudar o discurso cordial em relação ao ex-aliado. “Esses dois mil (quilômetros) devem ser os números falsos que o ex-secretário, que é do grupo dele, apresentou”, afirmou, destacando que a informação dos quatro mil quilômetros é do Departamentode Estradasda Bahia (Derba).
O vício do crack parece que será tema explorado pelo peemedebista para criticar Wagner. “Não sou como o governador, que acha que o crack é cadeia ou caixão”, atacou Geddel.Wagner reconheceu a frase, defendeu a ideia de que a droga representa problema sério e mandou recado ao adversário:“ Eu não faço política com piadas”.(Politica Livre)

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