sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Israel aceita diálogo direto e palestinos 'recebem bem' proposta

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, acolheu favoravelmente o convite feito pelos Estados Unidos nesta sexta-feira (20) para o lançamento de negociações diretas de paz com os palestinos, no início de setembro, disse um porta-voz. É a primeira vez que as duas se dispõem a conversar diretamente em dois anos.
De acordo com o oficial, Netanyahu disse estar pronto a se reunir a qualquer hora com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
Do outro lado, o chefe dos negociadores palestinos, Saeb Erekat, disse à agência Reuters que os líderes "receberam bem" a proposta americana, anunciada em entrevista coletiva pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton.
- [A proposta] contém os elementos necessários para sustentar um acordo de paz.
As negociações entre os dois lados foram retomadas de forma indireta – ou seja, palestinos e israelenses não conversam diretamente, mas por meio de “recados” passados por um mediador – em maio deste ano, após 19 meses de paralisação.
Reunião acontecerá em Washington
Hillary disse nesta sexta-feira que o Quarteto para o Oriente Médio (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU) convidou israelenses e palestinos para reuniões em Washington, capital americana. O presidente dos EUA, Barack Obama, promoverá o diálogo. - O objetivo é resolver todas as questões do estatuto final, que, acreditamos, poderá ser completado dentro de um ano. De acordo com Hillary, Obama também vai convidar o presidente do Egito, Hosni Mubarak, e o rei da Jordânia, Abdullah 2º, para participar do diálogo, diante de sua "grande importância" no processo de paz.
Entre os temas que prejudicam o diálogo de paz estão as fronteiras do futuro Estado palestino, a situação dos refugiados palestinos e o destino de Jerusalém, cidade reivindicada por ambas as partes. Em comunicado, o Quarteto para o Oriente Médio reafirmou o compromisso com "uma solução negociada entre as partes", que sirva para "finalizar a ocupação (israelense) que começou em 1967" e resulte "na criação de um Estado Palestino independente, democrático e viável, vivendo lado a lado em paz e segurança com Israel e seus vizinhos".(PORTAL R7)

Nenhum comentário:

Postar um comentário