Unidos na eleição presidencial, o PT de Dilma Rousseff e o PMDB de Michel Temer medem forças em vários Estados. Para conciliar as desavenças regionais, idealizou-se a tática do palanque duplo. Funcionaria assim: Lula sorriria para os dois candidatos a governador. Dilma escalaria o palanque do PT, mas não deixaria de pisar no do PMDB. Os litigantes iriam à sorte dos votos. E todos viveriam felizes para sempre. Na Bahia, o conto de fadas desandou. Ali, dois candidatos se apresentam ao eleitor como gente do Lula: o petê Jaques Wagner, favorito, e o pemedebê Geddel Vieira Lima, em terceiro nas pesquisas.
Na noite de quinta, Lula e Dilma foram a Salvador. Num palanque armado por Wagner, elogiaram-lhe a gestão. E pediram votos para ele. Dali a 24 horas, Geddel levou à TV uma propaganda na qual desanca o personagem que, na véspera, Lula chamara de competente. Além de sapatear sobre a reputação de Wagner, a peça traz Lula enaltecendo a atuação de Geddel como seu ministro. O discurso que afaga Geddel é do ano passado. Gravação nova, especial para a eleição, Lula só fez para Wagner. Quem olha para a geléia baiana fica confuso. Noutros tempos, imaginava-se que a política fosse a segunda profissão mais antiga do mundo. Mas, depois que inventaram as coligações, ela ficou muito parecida com a primeira. (Politica Livre)
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